A Polícia Civil de Reserva emite um alerta urgente para toda a população devido ao aumento expressivo no número de Boletins de Ocorrência relacionados a **crimes cibernéticos**. Criminosos estão invadindo celulares, clonando contas de WhatsApp, limpando contas bancárias e usando o nome das vítimas para extorquir dinheiro de amigos e familiares.
Para evitar que mais moradores caiam nessas armadilhas, separamos as principais orientações de segurança que devem ser seguidas rigorosamente por todos.
### Como os criminosos agem?
Geralmente, o golpe começa com uma ligação ou mensagem se passando por empresas conhecidas, órgãos públicos, equipes de saúde ou até organizadores de eventos/sorteios. Eles induzem a vítima a clicar em um link ou a passar um código de confirmação enviado por SMS. Com esses dados, eles assumem o controle do celular e do WhatsApp.
🛡️ Três Regras de Ouro para se proteger:
* **NUNCA compartilhe códigos de confirmação:** O código de 6 dígitos que chega por SMS no seu celular é a chave de segurança do seu WhatsApp. Nenhuma empresa séria, banco ou órgão público vai solicitar esse código. Se alguém pedir, desconfie na hora.
* **Cuidado com links suspeitos:** Não clique em links recebidos por SMS, e-mail ou WhatsApp que ofereçam prêmios, atualizações cadastrais obrigatórias, vagas de emprego milagrosas ou promoções exageradas. Na dúvida, entre em contato direto com o canal oficial da empresa.
* **Não transfira dinheiro sem confirmação visual ou por voz:** Se um amigo ou familiar mandar mensagem pedindo dinheiro emprestado ou o pagamento de um boleto urgente — mesmo que a foto de perfil seja a dele —, **não faça o Pix de imediato**. Ligue para a pessoa por uma chamada normal (fora do WhatsApp) ou faça uma chamada de vídeo para confirmar a identidade antes de qualquer transação.
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### Fui vítima, e agora?
Caso o seu celular tenha sido invadido ou o seu WhatsApp clonado, avise imediatamente seus familiares e amigos por outros meios (ligações ou redes sociais de conhecidos) para que ninguém envie dinheiro.
Em seguida, procure a Delegacia de Polícia Civil para registrar o **Boletim de Ocorrência** com todos os prints, números de telefone e dados bancários dos criminosos envolvidos. Se houver movimentação indevida na sua conta bancária, entre em contato com o seu banco o mais rápido possível para tentar o bloqueio dos valores.
Apesar de os crimes digitais apresentarem desafios complexos de investigação — já que muitos criminosos utilizam identidades falsas, chips em nome de terceiros e operam de outras regiões do país —, a Polícia Civil de Reserva está empenhada e empreendendo todos os esforços necessários para identificar os autores dessas fraudes.